19 December, 2018

Para Refletir

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A globalização expôs as companhias modernas a uma competição sem precedentes na história econômica. Isto tem mudado o comportamento dos consumidores que cada vez mais bem informados ficam também mais exigentes.

Atualmente, para uma empresa obter sucesso em seu mercado deve estar pronta para uma acirrada disputa com seus concorrentes. Enganam-se aqueles que pensam que esta competição está limitada às tabelas de custos e aos planos de investimento. O atual tabuleiro de xadrez global trouxe para a pauta de discussões a responsabilidade social e ambiental corporativa como um fator decisivo da competitividade de mercado, sendo um dos pilares estratégicos que orientam tomadas de decisão e ações de capacitação dos empregados.

Não importa o porte da empresa, responsabilidade ambiental é dever de todo mundo, não apenas das grandes corporações. No Brasil, por sua riqueza de recursos naturais, esta responsabilidade tende a ser ainda maior, especialmente hoje frente aos alertas de aquecimento global e esgotamento dos recursos do planeta. As companhias têm feito investimentos em tecnologias limpas, programas de redução ou anulação de emissões de carbono, reciclagem, conscientização de funcionários e restrições a clientes que não respeitam o meio ambiente. Analistas ressaltam que tais medidas não devem ser encaradas como um modismo e afirmam que elas realmente geram retorno financeiro às empresas. Existem inclusive índices em bolsas de valores que destacam as companhias mais responsáveis.

O professor de governança corporativa da Trevisan Escola de Negócios e diretor da Apimec Roberto Gonzalez lembra que a pressão externa é ainda maior. "Na Europa, por exemplo, eles queriam saber de onde vinha o aço de todos os produtos comprados do exterior, se havia impacto ambiental na produção", relatou. "Outro setor bastante cobrado é o petroquímico, que causa alto impacto ambiental e os clientes europeus começaram a exigir responsabilidade sócio-ambiental".

O investimento em controle ambiental vem crescendo a cada ano no Brasil e não apenas por parte de empesas que geram grandes impactos ambientais, empresas de outros setores como é o caso de bancos, também aderem a causa ambiental e criam programas e ações voltadas para esse fim. Muitos bancos inclusive negam acesso à recursos financeiros às  empresas que não estão em conformidade com sua responsabilidade ambiental.

Veja o que diz o sr. Geraldo Soares, superintendente de Relações com Investidores do Itaú.

"Usamos para financiamentos de US$ 5 a US$ 10 milhões. Já rejeitamos financiamentos de empresas que não queriam se adequar à responsabilidade ambiental".

"Essa posição cria uma cultura entre as demais empresas, que vão se adequar ao verem que têm acesso restrito", afirmou. É também uma garantia de menor inadimplência, segundo ele, já que uma empresa penalizada por desrespeito a leis ambientais representa risco maior de não honrar um financiamento.

Empresas comprometidas com a responsabilidade sócio-ambiental tem melhor visibilidade no mercado. São consideradas sérias e portanto parceiras ideais para realização de negócios. Investir em ações sócio-ambientais gera retorno, não apenas para a imagem, mas também para os cofres das organizações.

É muito fácil para uma empresa estar em conformidade com a sua responsabilidade ambiental. O ideal é que a empresa desenvolva um SGA - Sistema de Gestão Ambiental, dessa forma ela pode controlar seus impactos e se adequar de forma correta à legislação vigente.

 

 

Fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/responsabilidade_ambiental_e_bom_negocio_para_empresas/10749/ acesso em 09/12/2008