19 July, 2018

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Sem água, não há vida!

A água é sem dúvida nosso recurso mais precioso, não por seu valor monetário, mas por ser algo imprescindível a vida. Não há vida sem água! O planeta Terra, nossa casa, é também conhecido como planeta água. No entanto, a escassez de água em várias regiões do planeta é um problema tão antigo quanto a própria história da humanidade.

Atualmente as mudanças climáticas  parecem ampliar este problema. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 1,1 bilhão de pessoas não tem acesso adequado a água potável. Este número representa mais de 15% da população mundial. É engraçado pensar que em um planeta chamado de planeta água, possa viver tanta gente com sede. Seria realmente engraçado se não fosse trágico, não há graça alguma em viver de forma tão precária. Sem água, não há vida, então, certamente essas pessoas não vivem, padecem ou sobrevivem de forma desumana.

Mas, não é uma incoerência ter tanta água no planeta e muitos viverem sem água? Alguns podem se apressar em responder, não. Afinal, de toda água disponível no planeta, apenas algo em torno de 2,5% seria água doce, ou seja, própria ao consumo humano. Pior ainda, desses 2,5% temos grande parte de águas congeladas em geleiras, outra parte são águas subterrâneas, sobrando menos de 1% de água doce disponível em rios e lagos. À primeira vista, parece não haver solução para este problema.

Seria a  água disponível suficiente para todos?

Sim, e todos tem direito à água, bem essencial à vida. A Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu artigo 3, diz: “Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.” Logo, se não há vida sem água, não ter acesso a água, é o mesmo que não ter acesso ao próprio direito à vida. Mesmo porque dentre todas as atividades humanas, o consumo humano doméstico é o que menos tem impacto sobre esse recurso. São a agricultura e a industria as  grandes atividades consumidoras de água no mundo.

 

Se há água suficiente, então porque há escassez?

O problema não está apenas na quantidade mas, principalmente na distribuição. Vale lembrar ainda que temos tecnologias de dessalinização da água, o que tornaria também disponível as águas dos oceanos.

Ok, há água suficiente, mas será que podemos distribui-la?

Ora, se temos gasodutos que cortam continentes e distribuem gás natural para diversos países mundo afora. Se temos minerodutos que transportam toneladas de minérios, usando água, do interior de países para os portos nos litorais. Será que conseguiríamos fazer o mesmo com a água? Tratá-la e distribuí-la mundo afora?

Sim, podemos fazer isto, há tecnologias que poderiam fazê-lo. Mas, o problema da sede de bilhões não é meramente técnico, é sobretudo político. Não basta poder, é preciso querer, e neste caso a Declaração Universal dos direitos humanos torna-se letra morta. Nem todo homem tem direito à água. Sem água, não há vida